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Sobre o NEXA

Como um artigo científico virou uma plataforma — e por que isso importa.

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A origem

Em 2025, a disciplina de STEAM no Colégio Bandeirantes propôs um desafio para os alunos do 2º ano: criar um projeto científico sobre o futuro da humanidade. Olívia queria algo na fronteira entre ciência, tecnologia e impacto real; e a física nuclear foi o tema que se impôs naturalmente. O fascínio pela física já vinha de antes: ela havia começado a assistir Big Bang Theory por conta própria, atraída pelos temas que a série explorava — matéria escura, teoria das cordas, a física das coisas que estão além do que se vê. Não era só entretenimento; era a confirmação de que existia um mundo inteiro de perguntas impossíveis que pessoas reais dedicavam a vida a tentar responder.

Pesquisando para o projeto, ela percebeu algo que a incomodou: energia nuclear estava no centro das discussões sobre clima, energia e exploração espacial, mas quase não aparecia nas salas de aula. E quando o assunto surgia fora da escola — no noticiário, nas conversas, na cultura popular — vinha quase sempre carregado de medo e desinformação, como se nuclear fosse sinônimo de destruição, e não de possibilidade.

Mas a física nuclear é exatamente isso: possibilidade. De suprir energia para bilhões de pessoas. De alimentar cidades em Marte. De um dia propulsar naves além do Sistema Solar. O domínio da energia atômica não é só uma resposta à crise climática, é o que separa uma civilização que sobrevive de uma que explora o universo.

Foi pensando nisso que ela definiu o tema do projeto: fusão nuclear. Não a fissão dos reatores que aparecem nos noticiários, mas a fusão; a mesma reação que alimenta o Sol, e a aposta mais promissora para a energia do futuro.

Com um grupo de quatro amigas, ela redigiu um artigo científico de revisão bibliográfica sobre fusão nuclear, publicado na ReviSTEAM 2025 do Colégio Bandeirantes. Durante a pesquisa, visitaram o Instituto de Física da USP para conhecer de perto o Tokamak brasileiro — e para a apresentação, construíram um modelo 3D do reator. O trabalho foi apresentado no Festival STEAM da escola e, entre todos os grupos, o delas foi um dos únicos convocados para apresentar um seminário a uma banca externa.

Visita ao TCABR — Instituto de Física da USP
TCABR — Tokamak Chauffage Alfvén Brésilien, Instituto de Física da Universidade de São Paulo. Com o Prof. Carlos Mariz e o pesquisador Juan Elizondo, do grupo de física de plasmas da USP. Em operação desde 1994, o TCABR é o principal dispositivo de confinamento magnético de plasma em atividade na América Latina.

Foi nesse momento que ficou claro: o projeto era bom demais para ficar só no relatório. Olívia decidiu seguir adiante — e tudo isso virou o NEXA.

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O projeto hoje

O NEXA nasceu da percepção de que o mundo está mudando de um jeito que poucos jovens conhecem. O 3º ano do ensino médio é um dos momentos mais decisivos na vida de qualquer pessoa — é quando se escolhe o curso, começa a se traçar uma carreira, e se toma as primeiras decisões reais sobre o futuro. E é exatamente nesse momento que a maioria dos jovens nunca ouviu falar de fusão nuclear, de novos modelos de reatores, ou dos bilhões investidos em pesquisa energética ao redor do mundo.

Olívia percebeu isso e criou o NEXA: um espaço para que alunos e jovens possam construir seu próprio conhecimento sobre o campo nuclear — e entender como essas transformações podem afetar suas vidas e suas escolhas.

Hoje, o NEXA continua crescendo com o esforço de Olívia e de sua parceira Vitória.

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Equipe

Olívia Omagari
Fundadora e Criadora

Olívia Omagari

Curiosa por reatores, design e tudo que junta ciência com narrativa. Acredita que divulgação científica é, antes de tudo, um ato de cuidado.

Com interesses ecléticos, variando desde a teoria musical até as densas teorias da matemática, acredita que a inovação nasce da curiosidade. Olívia tem 17 anos e um padrão que se repete: quando encontra algo que vale a pena, ela não larga. Desde pequena, dedica-se profundamente a diferentes áreas, das artes às exatas, simplesmente por paixão genuína. Começou o ballet clássico aos três anos, conquistando certificados da Royal Academy of Dance até o nível Intermediate 1. Na mesma época, iniciou o Kumon de matemática e inglês, que estruturou a primeira ideia de que qualquer sistema tem uma lógica interna que, se você ficar tempo suficiente, começa a fazer sentido. E esse traço nunca foi embora. Com dez anos de violão e canto, descobriu que teoria musical e matemática falam a mesma língua: padrões, estrutura, relações entre partes. As línguas humanas vieram pela mesma curiosidade: espanhol com certificação DELE C1, mandarim com quatro anos de aulas e HSK4. Ao mesmo tempo, as aulas de Python há mais de quatro anos se consolidaram como mais uma linguagem para traduzir ideias em algo concreto. Assim, encontrou a linha que conectava coisas que, a princípio, pareciam tão destoantes entre si: a lógica da matemática aparece numa coreografia, numa escala musical, numa linha de código. Por essa vocação, sempre soube que faria engenharia, antes mesmo de saber qual. A resposta veio na iniciação científica sobre fusão nuclear no Festival STEAM 2025, o lugar onde tudo se unificou: o rigor da física, a ambição da inovação, e a urgência real de contribuir para o futuro energético do planeta. Planeja estudar Engenharia Nuclear e levar consigo tudo o que aprendeu sobre como sistemas complexos, quando entendidos por dentro, podem mudar o mundo. No NEXA, atua como fundadora e pesquisadora, aprofundando os âmbitos teóricos da física enquanto constrói a plataforma que vai crescer com ela.

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Vitória de Oliveira
Cofundadora e Pesquisadora

Vitória de Oliveira

Apaixonada por debates sobre clima, gestão pública e o papel do Brasil na corrida energética global.

Apaixonada por debates sobre clima, desenvolvimento econômico e o papel da educação na transformação de vidas. Acredita que as melhores tecnologias do mundo só geram impacto quando chegam às pessoas. Vitória tem 18 anos e um hábito que carrega para tudo o que faz: pensar vários passos à frente. Depois de passar a maior parte da vida estudando em escolas públicas, começou a buscar oportunidades educacionais que ampliassem seus horizontes. Esse caminho a levou ao ISMART, uma organização brasileira que identifica e apoia estudantes de alto desempenho acadêmico. Após um processo seletivo competitivo, conquistou uma bolsa de estudos no Colégio Bandeirantes, ampliando seu acesso a oportunidades acadêmicas e culturais. Durante a pandemia, também iniciou de forma autodidata sua jornada no inglês por meio de vídeos, aplicativos e recursos gratuitos. Mais tarde, desenvolveu fluência em espanhol e conquistou a certificação DELE B2. Coautora de uma pesquisa sobre fusão nuclear apresentada no Festival STEAM 2025, encontrou na energia uma forma de unir seus interesses por ciência, economia e políticas públicas. Enquanto muitos enxergam a transição energética como um desafio tecnológico, Vitória se interessa pelas decisões que acontecem por trás dela: quem recebe investimento, quais comunidades são beneficiadas e como a inovação pode gerar desenvolvimento de longo prazo. No NEXA, atua como cofundadora e pesquisadora e ajuda a conectar conceitos científicos a discussões sociais, econômicas e ambientais. Seu interesse por economia nasceu da convicção de que oportunidades não devem depender apenas das circunstâncias em que uma pessoa nasce, mas também das políticas e instituições que ajudam a ampliá-las. Planeja estudar Economia e trabalhar com políticas públicas voltadas à educação, energia e desenvolvimento sustentável, ampliando oportunidades para outras pessoas da mesma forma que oportunidades educacionais transformaram sua trajetória.

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