Fusão Nuclear

Fusão nuclear no Brasil

O único país do Hemisfério Sul com Tokamaks ativos.

A pesquisa em fusão nuclear no Brasil começou formalmente em 1974, com grupos criados em paralelo na USP, UFRGS e UNICAMP — impulsionados pela crise do petróleo de 1973.

O marco mais simbólico foi o TBR-1: o primeiro Tokamak construído no Brasil, 100% nacional, com componentes do mercado de eletrônicos de São Paulo e montados artesanalmente na USP. Alcançou seu primeiro plasma de 7 milhões de graus Celsius.

Fonte: PESTANA, A. ITER: os caminhos da energia de fusão no Brasil. FUNAG.

Os três Tokamaks brasileiros

TCABR — Instituto de Física da USP (São Paulo)

O maior Tokamak do Brasil e do Hemisfério Sul. Em modernização com bobinas magnéticas inovadoras — deverá se tornar a primeira máquina do futuro Laboratório de Fusão Nuclear (LFN), a ser construído em Iperó (SP).

Fonte: SBPC, jul. 2023; O Cafezinho, maio 2026.

ETE — INPE (São José dos Campos)

Tokamak esférico, projeto nacional iniciado em 1995. Primeiro plasma em 2000.

NOVA — UFES (Vitória, ES)

Doado pelo governo japonês, opera no Laboratório de Plasma Térmico da UFES.

Fonte: UFES, ufes.br.

O maior desafio: falta de financiamento constante e continuidade de políticas públicas — a ponto de não existirem dados consolidados sobre o total investido em fusão no país.

Fonte: BARROS, M. A fusão nuclear no Brasil. defesaemfoco.com.br, 2021.