Os três Tokamaks brasileiros
USP, INPE e UFES — a pesquisa de fusão que o Brasil tem e quase ninguém conhece.
- Angra I/II/III — Angra dos Reis (RJ) • Eletronuclear
- IEN — Rio de Janeiro • CNEN
- CDTN — Belo Horizonte • UFMG/CNEN
- IPEN — São Paulo • USP/CNEN
- INB Caetité — Bahia • mineração de urânio
- INB Resende — RJ • conversão e combustível
- CTMSP — Iperó (SP) • Marinha do Brasil
O Brasil opera três Tokamaks experimentais, todos em universidades ou institutos públicos. É o único país do Hemisfério Sul nessa condição.
Fonte: SBPC, 2023; O Cafezinho, maio 2026.
TCABR — USP, São Paulo
O maior Tokamak do Brasil. Adquirido da Escola Politécnica de Lausanne (Suíça) e adaptado pelo grupo do Instituto de Física da USP, opera desde 1999. Realiza pesquisas sobre turbulência de plasma e instabilidades magnetohidrodinâmicas. Em modernização com bobinas RMP e sistema de hélio — deverá ser a primeira máquina do Laboratório Nacional de Fusão (LFN), previsto para Iperó (SP).
Fonte: CANAL, G. CNEN/USP, 2021; SBPC, 2023.
ETE — INPE, São José dos Campos
Tokamak esférico, construção iniciada em 1995, primeiro plasma em 2000. Design diferente do TCABR — câmara esférica, mais compacta — serve como plataforma de testes para tecnologias alternativas de confinamento.
NOVA — UFES, Vitória (ES)
Doado pelo governo japonês (originalmente construído pela Universidade de Kyoto). Opera no Laboratório de Plasma Térmico da UFES.
Fonte: UFES, ufes.br
Os três laboratórios colaboram com pesquisadores de Alemanha, EUA, Rússia, Portugal e Reino Unido. O principal obstáculo: financiamento intermitente e dificuldade de reter especialistas formados no Brasil.
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